Como você pode notar este texto foi escrito dia 7 de dezembro e estou publicando agora porque minha vergonha estava imensamente grande para me permitir "divulgá-lo", então canalizei meus pensamentos na máxima "há piores" (no caso há piores meus mesmo) e encontrei coragem de clicar em publicar, afinal o que de ruim pode acontecer. Ah, e no final do texto tem um vídeo legal para amenizar os trechos abaixo e em caso de preguiça, falta de tempo, alto padrão literário ou desprezo por pessoas que tentam escrever por hobbie já pode ir vê-lo, eu gostei bastante.
Ter uma tevê queimada após uma tempestade torrencial significa provocar toda uma paranoia geral de desligar todos os aparelhos elétricos as pressas ao primeiro sinal de chuva e isso sempre é um grande incomodo. Em um desses dias tenebrosos a cena se repetiu e meu computador por acaso achou que seria legal enrolar durante o logout. Meu pai desesperado decidiu que para meu bem era melhor desligar tudo diretamente na caixa de energia. Eu disse: "Oi, calma, espere, não faça isso" e com estas palavras ele saiu pela porta em disparada enfrentando corajosamente a chuva, o vento, o frio, os raios e trovões. Não demorou e a tela se escureceu, seguida de um som sinalizando: "Pronto, já estou desligado, só não garanto que voltarei a funcionar".
***
Esbaforido fiquei no aguardo do retorno do jedi para lhe dizer a besteira que tinha feito, só que o tempo corria e ele não voltava. Minha mãe, irmã e eu começamos a estranhar a demora, neste momento começamos a sentir cheiro de algo queimando, olhamos pela janela e vimos uma volumosa nuvem de fumaça se formando no local onde a caixa de energia se encontrava e isso foi o suficiente para formularmos todo um roteiro de acontecimentos terríveis em nossa mente.
Em tom de desespero e com as mãos na cabeça minha irmã foi a primeira a declamar. "Meus Deus, será que ele foi eletrocutado!". Atordoado sentei e permaneci inerte no sofá. Minha mãe se movendo ligeiramente abriu a porta e se pôs a gritar. "Eu vou lá, eu vou lá."
O medo e insanidade alastrou-se rapidamente e meu único ato foi ir para o quarto, deitar e imaginar meu pai a queimar.
Enquanto isso passos na sala e no corredor. Era minha irmã e sua perda do juízo recitando. "Meus Deus, eles não voltam, eles não voltam. Que ele esteja bem". E pontuando a loucura deixou escapar. "Não posso ir, meu cabelo, vou estragar meu cabelo".
Então a porta se abriu, o vento passou e minha mãe entrou já falando. "Ele está bem, só está lá fora".
Por fim descobrimos que o cheiro de algo queimando vinha da casa da vizinha e a fumaça foi mera ilusão provocada pela chuva.
Ainda pasmo porém já tranquilo num tom sarcastico me pus a falar: -Então seus cabelos não podem molhar?
E já que tudo que escrevi foi sobre paranoias achei que faria sentido usar a animação Paranoia, este é meu senso comum gritante, o curta transmite muito bem aquela sensação ruim de perseguição quando se está desconfiado de alguém que percorre a passos lentos o mesmo trajeto.
Em tom de desespero e com as mãos na cabeça minha irmã foi a primeira a declamar. "Meus Deus, será que ele foi eletrocutado!". Atordoado sentei e permaneci inerte no sofá. Minha mãe se movendo ligeiramente abriu a porta e se pôs a gritar. "Eu vou lá, eu vou lá."
O medo e insanidade alastrou-se rapidamente e meu único ato foi ir para o quarto, deitar e imaginar meu pai a queimar.
Enquanto isso passos na sala e no corredor. Era minha irmã e sua perda do juízo recitando. "Meus Deus, eles não voltam, eles não voltam. Que ele esteja bem". E pontuando a loucura deixou escapar. "Não posso ir, meu cabelo, vou estragar meu cabelo".
Então a porta se abriu, o vento passou e minha mãe entrou já falando. "Ele está bem, só está lá fora".
Por fim descobrimos que o cheiro de algo queimando vinha da casa da vizinha e a fumaça foi mera ilusão provocada pela chuva.
Ainda pasmo porém já tranquilo num tom sarcastico me pus a falar: -Então seus cabelos não podem molhar?
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E já que tudo que escrevi foi sobre paranoias achei que faria sentido usar a animação Paranoia, este é meu senso comum gritante, o curta transmite muito bem aquela sensação ruim de perseguição quando se está desconfiado de alguém que percorre a passos lentos o mesmo trajeto.
Paranoia from Sandeepan Chanda on Vimeo.
Só para constar 1: Já estamos em 2012 então esta "paranoia" sem acento já é uma obrigação.
Só para constar 2: Tem algo de muito legal em escrever e ver escrito. O que seria?
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